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Exames de sangue de rotina na gravidez

quarta, 10 de maio de 2017

Exames de sangue de rotina na gravidez
Os exames de sangue fazem parte da rotina do pré-natal. Logo na sua primeira consulta, o obstetra ou ginecologista vai pedir que você faça um, para ter uma ideia sobre sua saúde geral.  
 
É recomendado que nessa primeira bateria estejam incluídos testes para sífilis e HIV/Aids. 
 
Pode ser que o médico peça a quantificação do hormônio da gravidez, o hCG, e de níveis de progesterona. Esses exames não são obrigatórios, mas podem dar alguma indicação sobre o bom andamento da gestação, bem no comecinho dela. 
 
Caso você tenha se consultado com o ginecologista antes de engravidar, demonstrando sua intenção de ficar grávida, é possível que ele já tenha pedido parte desses exames, e você não precisará repeti-los.
 
Por mais tentador que seja, procure não tentar interpretar os resultados dos exames sozinha. Você pode se assustar sem motivo. É sempre melhor esclarecer suas dúvidas com o médico.
 
Fator Rh
 
Caso você não saiba seu tipo sanguíneo, o primeiro exame indicará se você é fator Rh negativo ou positivo. Se você for Rh negativo e seu parceiro for Rh positivo, você terá de fazer exames de sangue mensais a partir das 28 semanas de gravidez, ou no intervalo determinado por seu obstetra. 
 
 
Níveis de ferro
 
No hemograma, o médico verá se seu nível de hemoglobina está baixo, o que é um sinal de anemia. 
 
Se você estiver anêmica, o obstetra vai orientá-la sobre quais alimentos preferir (como carne vermelha magra e verduras escuras) para reforçar o estoque de ferro no seu organismo. Ele pode prescrever também suplementos de ferro. 
 
Sua taxa de hemoglobina pode ser verificada de novo ao longo da gravidez, pelo exame de sangue, se você apresentar cansaço excessivo.
 
 
Glicemia
 
Esse exame de sangue indica o nível de açúcar que há no seu corpo. Se você tem diabete na família ou estiver acima do peso ideal, tem mais chance de desenvolver diabete gestacional, uma condição que só aparece durante a gravidez.
 
Caso o médico ache necessário, você pode ser submetida no segundo trimestre da gravidez ao teste de tolerância à glicose, que é um exame de sangue colhido antes e depois de você tomar um líquido bem doce, para ver como as taxas de açúcar se comportam na sua corrente sanguínea. 
 
 
Hepatite
 
Existe a possibilidade de você ser portadora do vírus da hepatite B e nem saber, por isso é feito um exame de sangue para detectá-lo. Se a doença passar para o bebê, ele pode sofrer danos graves ao fígado. 
 
Quando a mãe é portadora do vírus, o bebê pode receber injeções de anticorpos assim que nasce para ficar protegido.
 
O exame também detecta a hepatite C, uma doença muitas vezes silenciosa, que pode ser transmitida para o bebê.
 
 
Toxoplasmose
 
A toxoplasmose é uma infecção na maioria das vezes transmitida por alimentos ou pelo contato com animais. O exame de sangue detecta se você tem a doença ou se você já teve contato com ela no passado. 
 
Se você já teve, vai poder ficar mais tranquila porque não tem risco de pegar de novo. Não se assuste se vir um resultado positivo no exame. Pode ser apenas sinal de que você já tem imunidade contra a doença.
 
 
Sífilis
 
Essa doença, transmitida por vias sexuais, é silenciosa e precisa ser detectada, porque causa problemas no bebê e pode ser transmitida para ele. 
 
Existe a pequena chance de o exame para sífilis dar um resultado falso positivo, em especial se a mulher tem uma doença chamada lúpus. 
 
Se o exame der positivo, o médico deve pedir exames complementares para confirmar o diagnóstico.
 
 
Rubéola
 
A maioria das mulheres grávidas já é imune à rubéola, ou por ter recebido a vacina ou por ter pego a doença quando criança. O exame de sangue vai revelar se você tem imunidade. 
 
Se não tiver, terá de fazer o possível para não entrar em contato com uma pessoa infectada, já que a doença pode afetar gravemente o bebê.
 
 
Citomegalovírus (CMV)
 
O citomegalovírus, um vírus da família da herpes, pode passar para o bebê e causar problemas como deficiências auditivas ou intelectuais. 
 
O exame de sangue pode detectar uma infecção antiga ou uma infecção aguda. No caso de infecção antiga (que é muito comum), não há imunidade: o vírus fica latente, e pode haver uma nova infecção, o que é raro. 
 
A chance de o vírus passar para o bebê no caso de infecções antigas é de menos de 5 por cento. 
 
O mais perigoso é quando há infecção aguda durante a gravidez. Se isso acontecer, você e o bebê serão monitorados de perto.
 
 
Vírus da herpes
 
Herpes é uma das infecções virais mais comuns, que causa feridas dolorosas na boca ou na região genital, se transmitida para o bebê, pode provocar danos cerebrais. 
 
A transmissão é mais comum no caso de herpes genital no momento do parto normal. Mas há formas de evitar o contágio. Mais importante que o resultado do exame, no entanto, é a presença ou não de lesões.
 
 
Hormônios da tireoide
 
Muitos obstetras pedem dosagens dos hormônios da tireoide, para detectar um possível hipotireoidismo ou hipertireoidismo, problemas que precisam ser tratados durante a gravidez. 
 
Outros exames de sangue
 
Embora ainda não faça parte da rotina do pré-natal, o diagnóstico pré-natal não invasivo é um exame de sangue feito no primeiro trimestre da gravidez e que examina as células do bebê presentes no sangue da mãe, para detectar indicações da presença de síndromes cromossômicas como a síndrome de Down. Leia mais sobre o diagnóstico pré-natal não invasivo. 
 
Outro exame de sangue completamente opcional é a sexagem fetal, feita a partir da oitava semana de gravidez para matar a curiosidade de mães e pais ansiosos em descobrir o sexo do bebê. 
 
Há também exames de sangue que medem hormônios cuja dosagem podem dar indicações sobre um risco aumentado de pré-eclâmpsia.
 
Em geral, esses exames de mais nova geração não são cobertos por planos de saúde. Informe-se no laboratório.
 
 
Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil